sábado, 21 de julho de 2018

EUA ratificam guerra comercial contra a China no G-20 O Encontro de ministros das Finanças do G20 em Buenos Aires deixa claras as tensões da escalada tarifária

 

A guerra comercial chegou ao seu apogeu. Os ministros das Finanças do G-20 reunidos desde sábado em Buenos Aires evitaram palavras que fugissem do protocolo diplomático, mas a tensão entre EUA, China e UE estava no ar durante todo o primeiro dia de reunião. O secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, disse na prévia que seu país espera “que a China avance no sentido de um comércio mais equilibrado”. Não usou o tom de ameaça constante de que tanto gosta seu chefe político, Donald Trump, mas colocou sobre a mesa a possibilidade de aplicar tarifas ao total de bens chineses que todo ano ingressam nos EUA, no valor de 500 bilhões de dólares. Da União Europeia, o ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, pediu medidas que garantam o livre comércio. “Os ganhos são melhores quando colaboramos todos”, disse aos jornalistas antes da reunião com seus pares.

O cenário do comércio mundial mudou dramaticamente desde a última reunião de ministros das Finanças realizada em Buenos Aires, em março. As advertências dos EUA em relação à China e à UE são agora uma realidade e o desafio não é mais como evitar uma escalada, mas como administrá-la. O Governo de Trump impôs no início do mês uma tarifa de 25% a produtos chineses de 34 bilhões de dólares, aos quais se poderiam somar outros 16 bilhões. Está em estudo também um imposto de 10% sobre bens avaliado em 200 bilhões. Trump disse na sexta-feira que estava “pronto para chegar a 500”, em referencia ao déficit comercial de 505 bilhões de dólares que, segundo seus cálculos, os EUA têm com a China.

Mnuchin não falou em Buenos Aires sobre possibilidade de novas tarifas nem disse que a China “está roubando” os EUA, como Trump costuma afirmar. Disse, porém, que seu país teve “muitas reuniões fechadas” com a China a fim de chegar a uma relação comercial “mais equilibrada”. “Para nós o objetivo é vender mais bens. A única restrição é por questões de segurança, mas temos um mercado muito aberto. Esperemos que a China avance para um comércio mais equilibrado”, disse o secretário do Tesouro.

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